Do the evolution

A primeira vez que eu assisti ao clipe “Do the evolution”, do Pearl Jam, fiquei de boca aberta. Isso foi no final dos anos 90 e eu pensei: cara, isso é muito bom!
Alguns anos se passaram, eu fiz faculdade de História, e esses dias assisti de novo o clip. Mais uma vez fiquei de queixo caído. Agora eu pensei: cara, isso é fantástico!
O clipe conta a história do homem, iniciando com a queda de um cometa na Terra (teoria da panspermia cósmica). De passagem vemos a extinção dos dinossauros e o surgimento do homem, sempre através de uma visão perturbadora.
A existência humana neste planeta é mostrada sob um ângulo pessimista. Pessimista mas realista e, sobretudo, crítico. Diversos temas são abordados ao longo da música: as cruzadas, a Ku Klux Klan, as Guerras Mundiais, o nazismo, a Revolução Francesa, a escravidão, a ecologia, a sociedade urbana industrial, o capitalismo, a “conquista” da América, a pena de morte,...
A intenção é questionar o quão relativo é o conceito de “evolução”. Muitas vezes as ações dos chamados “homens civilizados” podem ser mais irracionais do que nós imaginamos.
O clipe é dirigido por Kevin Altieri e ninguém menos do que Todd McFarlane. É uma animação de quase 4 minutos, muito bem produzida, e perfeitamente integrada com a batida visceral (eu diria quase cardíaca) da música.
Muito paulada!
Escrito por Mestre Chang às 01h49
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Alguém sabe desse filme?

Encontrei esse cartaz meio sem querer e fiquei curioso. Alguém sabe alguma coisa sobre esse filme? Eu estou totalmente por fora. Fiz uma busca rápida na Internet e não achei nada concreto. Na real não tive paciência para procurar muito. Mas o cartaz me deixou intrigado.
Escrito por Mestre Chang às 03h26
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Liga da Justiça: Involução

Resumindo a história, a Liga da Justiça enfrenta um novo inimigo (O Discípulo), que está fazendo o mundo retornar às suas origens pré-históricas. Inclusive os super-herói voltam às suas formas mais arcaicas. Os humanos, como Batman e Lanterna Verde se transformam em homens de neanderthal, os não-humanos como Super-homem, Mulher Maravilha e Aquaman involuem para outras formas, características da sua natureza evolutiva. A história é criativa, os desenhos são bons, mas o final é decepcionante. Achei interessante o diálogo que vou transcrever abaixo. Na verdade é quase um monólogo, visto que o Discípulo está falando sozinho, pois havia matado todos no hospital psiquiátrico, incluindo médicos e pacientes:
Discípulo: - ...deu pra entender, doutor? Tudo tem a ver com símbolos. Uma cultura se define por seus símbolos. Eles nos dão poder e nos tornam o que somos. Por que você usa esse avental branco? É um símbolo da sua profissão. Por que os policiais aí fora usam farda? Porque ela representa o papel deles na sociedade. Todo este século desgraçado foi gerado por seus símbolos. Este século amaldiçoou, segregou e me deixou doente, padecendo em dores constantes! Mas agora estou pronto doutor. Meus mestres me aguardam. A última oferenda foi feita. Que o processo tenha início... eu quero o poder!
Mestres: - Sssiiimmm! Aqui estamos, Discípulo. Contudo, para sobrepujar a ordem contemporânea, é imperativo que os símbolos finais sejam removidos.
(Aí, o último quadrinho da pág. revela que, enquanto discursava, o tal Discípulo havia desenhado com sangue, na parede, os símbolos dos super-heróis da LJA. Sinistro, mas lembra muito as idéias do sociólogo francês Pierre Bourdieu. "...Tudo tem a ver com símbolos. Uma cultura se define por seus símbolos. Eles nos dão poder e nos tornam o que somos..." Também lembra o livro “A Invenção das Tradições” de Eric Hobsbawn: "Todo este século desgraçado foi gerado por seus símbolos". E a ídéia de sobrepujar a ordem contemporânea atacando seus símbolos se parece um pouco com a ideologia dos terroristas de 11 de setembro de 2001. (E a revista saiu nos EUA em 1999.)
Sempre gosto quando consigo encontrar elementos teóricos das Ciências Humanas nas histórias em quadrinhos.
Liga da Justiça: Involução - Mythos Editora - 68 p. - Dan Abnett, Andy Lanning e Ariel Olivetti.
Escrito por Mestre Chang às 16h20
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Contra a distribuição setorizada
Os leitores brasileiros de quadrinhos Marvel e DC vêm sofrendo há algum tempo com a tal “distribuição setorizada”. Trocando em miúdos, a Panini Comics, responsável pela publicação dos títulos Marvel e DC no Brasil, lança em âmbito nacional apenas títulos com publicação regular (quando lança). Os títulos especiais, como mini-séries, crossovers, edições históricas e elseworlds, são vendidos apenas em SP e RJ. O que sobra eles mandam para o resto do Brasil, vários meses depois. Logicamente, tudo isso tem a intenção de reduzir gastos e aumentar o lucro. O respeito pelos consumidores fica em último lugar na lista de prioridades da editora.
Muitas vezes as revistas chegam aqui no RS amassadas, gastas e sebosas de tanto os cariocas e paulistas folhearem-nas nas bancas antes de nós. Como diria o jornalista, isso é uma vergonha. Lanço aqui um manifesto contra a distribuição setorizada. Vamos constituir uma coluna de leitores de HQ, saindo de Porto Alegre e marchando até a redação da Panini Comics em SP. No caminho vamos engrossando a coluna com leitores de SC e do PR e ao chegar a SP unimo-nos com a coluna que vem do Norte-Nordeste. Estaria então formado um dos maiores movimentos populares do país, que entraria para a História como Coluna Chang.
Mais respeito pelos fãs de quadrinhos. Será que RJ e SP constituem a Corte Nacional, enquanto os outros brasileiros não passam de provincianos? Para a Panini sim.
Escrito por Mestre Chang às 14h35
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Saudades do Spectroman

Alguns seriados marcaram minha infância e, com certeza, de muita gente que já passou dos 25. Lembro que quando eu estava no primeiro grau, vinha correndo do colégio para casa pois, logo após o meio dia, passavam na seqüência dois seriados clássicos do início dos anos 80: "O Elo Perdido" e "Spectroman", se não me engano no SBT.
Aqui dá para baixar a abertura completa do Spectroman (11 Mb). Foi com os olhos marejados que eu relembrei, 20 anos depois, aquelas palavras mágicas:
“Planeta: Terra. Cidade: Tóquio. Como todas grandes metrópoles do planeta, Tóquio se acha hoje em desvantagem em sua luta contra o maior inimigo do homem: a poluição. E apesar dos esforços de todo o mundo, pode chegar um dia em que a terra, o ar e as águas venham a se tornar letais para toda e qualquer forma de vida. Quem poderá intervir? SPECTROMAN!”
Aqui dá para baixar só a música de abertura em mp3: "..faster, then a flame, a mistery with the name, Spectreman! Power, from space, he will save the human race, Spectreman!" Acho que vou começar a chorar de novo.
Na verdade o nome original é Spectreman. Ao menos é o que aparece na abertura. Mas, ao que eu me lembro, a gurizada falava mesmo é Spectroman.
Um detalhe inútil para finalizar: o Spectreman tem crista sagital. Da mesma forma que os Australopithecus boisei e robustus. Mestre Chang é professor de História, não esqueçam disso.
Para fazer os downloads clique com o botão direito nas palavras em negrito e vá em "salvar destino como".
Escrito por Mestre Chang às 17h03
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Novo filme do Batman

O novo filme do Batman estréia nos EUA no dia 17 de junho de 2005. A julgar pelos pôsteres, o filme é bom. Já era hora de hollywood se redimir com o morcegão. Clique aqui para acessar o site do filme, onde dá para ver os pôsteres e assistir aos trailers.
Escrito por Mestre Chang às 16h51
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Simpsons em quadrinhos

Há alguns anos atrás lançaram uma revista em quadrinhos dos Simpsons que era uma porcaria. Segundo minha vaga lembrança, as histórias eram ruins, os desenhos eram toscos e as cores eram simplesmente horríveis.
Entretanto, a HQ dos Simpsons que está sendo vendida hoje é bem melhor. É produzida pelo próprio Matt Groening, os desenhos são bons e as histórias têm a criatividade característica dos desenhos animados. A crítica irônica à sociedade norte-americana também está presente.
Comprei um pacotão com as 7 primeiras edições por R$ 9,95. Vale a pena. De barbada, tem nas boas bancas do ramo.
Da edição número 1, duas coisas merecem comentário. Em primeiro lugar, a capa da revista foi desenhada com base na clássica capa da Fantastic Four nº. 1, de novembro de 1961.
Em segundo lugar, tem uma história do tipo “creepy tales”, onde o Homer faz o papel de um ricaço colecionador de gibis que acaba trancado dentro do cofre com as suas revistas... Que final trágico!
Não é aquele tipo de HQ que muda completamente nossa visão de mundo, alterando para sempre os nossos paradigmas existenciais. É leitura rápida, descomprometida, mas inteligente.
Escrito por Mestre Chang às 16h43
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