X-Men Reload 46

spoilers adiante, spoiler adiante, compre batom, compre batom...
Buracos Negros – dia do átomo: por Chuck Austen e Salvador Larroca. Na mansão reconstruída alguns novos personagens estão chegando, enquanto os mutantes se reorganizam sob o comando de Ciclope e Emma Frost. Todo mundo critica a arte do espanhol Salvador Larroca. Mas atenção para o que eu vou dizer: o problema não é o traço de Larroca. O que deixa os desenhos esquisitos são as cores computadorizadas (o Fabrício disse algo parecido no Komiks). Imaginem os desenhos em preto e branco e verão que Larroca é bom. E o Ckuck Austen é aquele feijão com arroz que todos conhecem. Mas eu sou obrigado a concordar o Joshua Gutrhrie: o Instituto Xavier virou um zoológico. Tem mutante tipo bolha assassina, com cabeça de elefante, cabeça de gafanhoto,...
De Casa Nova: Roteiro de Nunzio DeFilippis e Christiana Weir. Desenhos de Randy Green. Aqui os Novos Mutantes estão representando o estereótipo do adolescente fútil e alienado. Por isso as histórias são tão superficiais. É intencional. Ou será que não?
O Fim da História: Por Chris Claremont (que eu suspeito estar ficando senil) e Alan Davis (a única coisa que se salva aqui). Agora os X-Men pertencem à ESX, uma organização governamental de “elite” responsável por “manter a lei em nível global, especificamente no que se refere a criminosos mutantes.” Eles têm até distintivo, e adoram dar um “carteiraço” por aí. Só nesta edição foram uns 3 ou 4. Era só o que faltava: os X-Men reproduzindo a ideologia norte-americana de intervenção militar fora de seu território. Viraram a polícia mundial, como os marines. A Liga da Justiça gosta muito de fazer isso, e as suas implicações éticas já foram discutidas muitas vezes (inclusive em um episódio de Justice League Unlimited que a Toca do Coelho liberou pra galera). A Liga tudo bem, mas os X-Men eu não agüento. E o pior ainda estava por vir. Claremont reservou-nos uma surpresinha...
(continua abaixo)
Escrito por Mestre Chang às 01h05
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A Morte e a Donzela: Continuação da história anterior, pelos mesmos autores. Já imaginou o Wolverine e o Noturno tomando o maior pau de um bando de policiais caipiras? Com direito a serem algemados com a cara no chão? Tô falando sério, o Logan tomando coronhada e chute na cara sem reagir? Pois o Claremont fez isso. Preciso dizer mais alguma coisa sobre esse arco maldito? Confiram os melhores momentos dessa obra prima aí embaixo:

O xerifão joga o distintivo da ESX na cara do Kurt...

Wolverine leva coronhada

E é espancado

Pro chão, vagabundos! Dá pra acreditar? São os X-Men, caraca! E dos originais!
Obviamente não comprarei as próximas edições. Acompanharei apenas X-Men Extra e serei muito feliz.
Escrito por Mestre Chang às 00h55
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X-Men Extra
46

Alguns spoilers adiante, OK? Não digam que eu não
avisei...
Superdotados: É a estréia de Joss Whedon e
John Cassaday à frente dos X-Men. Muito bom! Os desenhos de Cassaday são
espetaculares. Realistas e muito bem acabados. O roteiro de Whedon procura
reorganizar a casa após a passagem do furacão Morrisson. A história tem muitos
pontos altos, como a referência à clássica Superaventuras Marvel 72 (de 1988)
onde Kitty Pride berrava: “o professor
Xavier é um idiota!” Os mais velhos com certeza lembra dessa capa. Também é
interessante a cena onde o Wolverine vai encher o saco do Cíclope, que estava na
cama com a Emma Frost. Notem que ali o Logan está posando em estilo clássico de
Homem-Aranha, logo antes de levar uma rajada ótica nas fuças. E tem ainda a
volta dos uniformes colantes. Coitado do Fera, ficou parecendo um daqueles
lutadores de luta-livre marmelada. Tirando isso, a história me agradou
bastante.
O Sonho não
acabou: Chris
Claremont e Aaron Lopresti. O melhor da história são os bons desenhos de
Lopresti. Já o roteiro... ui! Já começa mal: “Meu nome é Charles Xavier. Eu sou
mutante.” (Não me diga!) Mais adiante tem uma cena que é simplesmente
absurda. O professor está em Genosha para o ridículo funeral de Magneto. Está
sozinho diante do caixão, de terno e gravata, atormentado com suas lembranças.
De repente, sentado na cadeira de rodas, ele resolve enterrar sozinho o Magneto.
Então, não sei como, ele troca de roupa substituindo o terno por um uniforme
militar estilo Nick Fury, com direito a camiseta baby-look, coturnos com
amarração PQD, cinto NA, suspensório operacional e um bazucão. Caraca, o
Claremont esqueceu que o homem é paralítico! E tudo isso para, no fim, o próprio
Magneto aparecer e ajudar a “levitar” o caixão. O cara tá vivo, então. Todo
mundo sabia que, mais cedo ou mais tarde, ele ia ressussitar. Mas eu não
imaginava que seria tão rápido. E o pior é que eu fiquei curioso para saber a
explicação desse enrosque nas próximas edições. Afinal de contas, quem foi que o
Wolverine decapitou? Êta roteirinho canalha...
Os bons e os
famosos: Não
gosto de X-Táticos. Não gosto dos desenhos de Michael Allred. Não gosto das
cores de Laura Allred (é mulher do cara?). Mas até que o roteiro de Peter
Milligan tem o seu valor. É um história maluca, meio comédia, mas tem momentos
de inspiração que fazem valer a pena. X-Táticos e Vingadores quebrando o pau
para ver quem consegue encontrar mais fragmentos do cérebro de não-sei-quem ao
redor do mundo. Esperar o que de uma história dessas? Umas boas tiradas
inteligentes aqui e ali. Nada mais.
Num piscar de
olhos: Exilados,
de Chuck Austen e Jim Calafiore. Fala sério, eu tenho mesmo que ler isso? Parece
tão chato... OK, um dia eu leio e vejo quem tem razão: o Fabrício, que chamou de “bobagem”, ou o Marlo que chamou de
“excelente”.
Escrito por Mestre Chang às 15h28
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Mudança na
pauta do blog
Estou sem
tempo. Por isso vou escrever mais, hehehe. Eu
explico.
Eu desativei
temporariamente o meu outro blog (que poucos heróis
acessavam), onde eu falava de tudo menos quadrinhos. Manter dois blogs se tornou
impossível, ainda mais agora, quando eu e o meu amigo Marlo estamos fazendo planos
para dominar o mundo (aguardem novidades em breve).
Pois então a
mudança é a seguinte: passarei a escrever sobre outras coisas além de quadrinhos
aqui mesmo no Mestre Chang. Espero que vocês gostem. E pra
começar...
Quando uma
pessoa consegue mudar o mundo
"Gostaria que as pessoas dissessem que sou
uma pessoa que sempre quis ser livre e que queria isso não apenas para mim; a
liberdade é para todos os seres humanos." (Rosa
Parks)
Todo mundo já
viu alguma situação indignante e pensou: “putz, porque ninguém faz nada a
respeito disso?”
Pois é, às
vezes as coisas não mudam porque ninguém tem coragem para tomar a iniciativa.
Nem mesmo nós. Mas algumas pessoas tomam decisões que podem mudar a História. Eu
não estou falando de políticos ou outra autoridade qualquer. Não estou falando
dos poderosos. Estou falando de pessoas comuns, como eu e você.
Em 1955, no
auge da segregação racial nos EUA, os negros deveriam dar o lugar aos brancos
nos ônibus. Era a lei. Era o que todos faziam. Mas uma mulher chamada Rosa
resolveu contrariar a lei. Ela recusou-se a levantar e ceder o seu lugar para
outra pessoa, simplesmente porque era negra. Foi presa por
isso.
A sua atitude
mobilizou a comunidade negra, que foi às ruas exigir o fim da política de
segregação racial. Naquela época, um desconhecido pastor liderou manifestações
com mais de 50 mil pessoas. Seu nome? Martin Luther King. O resto da História a
gente já conhece...
Ontem, aos 92
anos de idade, Rosa morreu dormindo.
Pois eu presto
minha homenagem à Rosa Parks, a mulher que não levantou no ônibus. E assim ela
mudou a História de seu país.
Escrito por Mestre Chang às 21h56
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Blogs legais -
parte 2: a volta dos que não foram
Comentando
blogs, parte 2.
Dumal’s: Sim, ele
voltou. Thomaz está na área, com a qualidade de sempre, mas agora em versão
3,52. Depois de degladiar-se com códigos html durante meses, em uma
briga de foices no escuro, finalmente ele conseguiu ajustar as coisas por lá.
Uma vez ele escreveu algo que eu não esqueci: “só voltarei a postar quando me pagarem pra
escrever esse blog. Ou quando voltar a inspiração.” Algo assim. Hehehe, não
sei se estão pagando o cara, mas ele continua
inspirado.
Rough
Drafts: Bom, o meu
amigo L.C. Logan não chegou a entrar em retiro espiritual como o Thomaz. O
Mercenários X morreu
(será?) mas o L.C. continua incansável, agora em um blog novo. Ele até começou a
mandar “merda pra vocês” outra vez. É um artista... Tá a fim de novidades do
mundo dos quadrinhos? Rough Drafts é o nome.
Visitem: Dumal’s e Rough Drafts. Mestre Chang
recomenda.
Por hoje é só,
pessoal! E não esqueçam: “um dia os
blogueiros dominarão o mundo.”
Escrito por Mestre Chang às 12h55
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Superman 34

Início da nova fase do Superman.
Pelo Amanhã: Roteiro de Brian Azzarello (do excelente “Banner”, publicado em Marvel Apresenta 3) e desenhos do amado e odiado Jim Lee. É uma história psicológica e retrospectiva, onde o Superman trava um longo e entediante diálogo com um padre. Roteiro chato de Azzarello, que não consegue fazer a história engrenar em nenhum momento. Mas Jim Lee está inspirado.
De Volta à Rotina: Roteiro do onipresente Chuck Austen e desenhos do brasileiro Ivan Reis. Tudo começa com o Superman enfrentando uma gangue de ladrões no metrô. Mas logo em seguida a coisa fica feia, entram em cena Kalibak, Steppenwolf, Darkseid e... Apocalypse? Bons desenhos de Reis, mas o cara tem potencial para fazer melhor. O roteiro de Austen também não compromete. Destaque para a advertência do Superman a um dos marginais no metrô:
“Estou dizendo amigavelmente e uma só vez. Se vocês atirarem, e uma só bala ricochetear nessa boa gente... não importa se for só um raspão de leve... vou dar à pistola uma excursão guiada pelos seus intestinos.”
Uhuu!!! E aí bom garoto? Enfiar a pistola no fiofó do cara? Você não era assim, Super! Será que aprendeu isso com o Batman?
Superman versus Gog - Até o Fim: Continuação da história anterior. Participação especial do Superboy, Kid Flash e Moça Maravilha. Todo mundo quebra o pau com um tal de Gog em Smallville.
A revista não é ruim. Esta nova fase do Superman é melhor do que a anterior. Mas, na média, é decepcionante. Eu esperava mais. Na próxima edição estréiam Greg Rucka e Matthew Clark.
Escrito por Mestre Chang às 16h52
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Sim ou não?


Já escolheu o seu lado? Os personagens entraram na disputa...
Escrito por Mestre Chang às 21h33
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Roteiros extravagantes da DC
Um dos motivos pelos quais eu sempre comprei mais quadrinhos da Marvel é a tendência da DC para criar roteiros grandiosamente ridículos. Veja só o que aconteceu nas últimas edições de Superman:
“...o Homem de Aço foi manipulado por Brainiac 12 e, para derrotá-lo, entrou dentro* da linha do tempo. Lá, ele deixou seu oponente preso dentro de uma anomalia temporal, uma espécie de zona fantasma (Superman 32). Como resultado da saga, Metrópolis se viu livre da tecnologia B13, que a tornava futurista. Mas a jornada teve um preço: Superman se perdeu no continuum e foi atraído à Cidade Engarrafada de Kandor, onde descobriu outra anomalia que causou várias mutações na cidade (Superman: Godfall).”
Santa confusão! Linha do tempo, zona fantasma, anomalia temporal, continuum, Cidade Engarrafada,... Anomalia têm esses roteiristas da DC! Eles sim devem estar dentro de uma garrafa quando escrevem essas bobagens. E deve ser de uísque 12 anos.
Apesar disso tudo resolvi conferir a nova fase do Superman. Quando der tempo eu coloco aqui as minhas impressões.
* Entrou dentro? Putz! Esses editores brasileiros...
Escrito por Mestre Chang às 22h40
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Roger
Cruz

Vale a pena
conferir o site do brasileiro Roger Cruz (clique na imagem). Como vocês já
perceberam, ele não desenha só super-heróis...
Escrito por Mestre Chang às 23h48
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Greve de Fome

E se o Marco Maciel também resolvesse entrar em greve de fome contra a transposição do Rio São Francisco?
Escrito por Mestre Chang às 21h48
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Superman & Batman n.º 1

Esta é a tão elogiada revista que reúne os dois maiores ícones da DC Comics. Comprei para experimentar e gostei bastante. Michael Turner evoluiu muito desde os anos 90, quando desenhava a Wichblade. Apesar de ainda fazer as fisionomias dos seus personagens muito parecidas, não tenho dúvidas em dizer que ele é um dos 10 melhores desenhistas da atualidade no circuito Marvel/DC. Logo no início aparece o Batman com uniforme de mergulhador, e ficou irado! Na verdade acho que o melhor da revista é o Batman do Turner. Ficou mesmo muito furioso!
O roteiro é do excelente Jeph Loeb, que criou uma trama envolvendo, alem dos dois protagonistas, a Mulher Maravilha, Supergirl e Darkseid. Até a Precursora dá as caras em Superman & Batman. As cores de Peter Steigerwald também são muito boas.
Completam a revista duas histórias com desenhos piores do que os roteiros. A primeira é do Arqueiro Verde e tem desenhos ruins de Phil Hester mas argumento interessante de Judd Winick. Por último, há uma história da Mulher Maravilha com desenhos meia-boca de Drew Johnson e bom roteiro de Greg Rucka (Wolverine).
Vou continuar comprando, até segunda ordem.
Escrito por Mestre Chang às 21h48
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Nerd name
decoders


Clique aqui para gerar o seu nome
hi-tech. Coisa de nerd, peguei lá no Barbirotto.
E aqui dá pra gerar
um nome em estilo monstruoso. Para quem, como eu, adora essas bobagens da
internet.
Escrito por Mestre Chang às 18h56
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Arte Pós-Moderna
(post cheio de links, fica esperto nerd)
“Cara, você é tão feio que parece arte pós-moderna!” Essa frase eu ouvi em algum desenho animado e nunca mais esqueci. Acho que foi coisa do Hommer Simpson, mas não tenho certeza. Entretanto uma coisa é verdade: a arte contemporânea libertou o homem dos grilhões que há séculos cerceavam a sua liberdade criativa. Isso inclui a noção de estética e o senso do ridículo.
Estamos em plena Bienal do Mercosul aqui em Porto Alegre. É um evento que reúne artistas de todo o país, e também de fora. Além dos museus, muitos outros espaços da cidade são usados para promover a “arte” durante a Bienal. Qualquer espaço público é usado para promover a “arte”, até mesmo um hospital psiquiátrico pode servir para abrigar instalações e performances.
Lógico que tem muita coisa legal. Em uma dessas bienais houve uma exposição de arte brasileira pré-histórica que me deixou de queixo caído. Foi a primeira vez que eu vi “ao vivo” a cerâmica marajoara e os zoólitos dos sambaquis. São coisas maravilhosas que todo brasileiro deveria ver ao menos uma vez na vida.
Mas essa não é a tônica do evento. Os maiores destaques da Bienal sempre são as instalações de arte contemporânea (argh!). Os caras espalham uns trambolhos pela cidade e dizem que isso é arte. Pra mim é poluição visual. Se colocarem um cara sentado no vaso sanitário dizem que isso é arte. Pra mim é picaretagem.
Dizem que a arte contemporânea é isso. Algo que causa estranheza, que toca o inconsciente ou que mexe com os sentimentos mais primitivos das pessoas (como diria Bob Jeff, o ex-deputado). Dizem que isso aqui é arte. E isso. E isso. E ainda isso, isso, isso, isso e isso (fala sério!).
Pois eu acho que o conceito pós-moderno de arte é uma fraude. Tentam me fazer acreditar que qualquer lixo é arte, mas eu resisto bravamente. E não pensem que o Chang é um cara retrógrado, de mente fechada. Não digam que o Chang é mais tradicional que receita na lata de Leite Moça. Não, não, longe disso. Eu não sou um conservador.
Para provar isso, eu até resolvi dar a minha contribuição para a Bienal do Mercosul. Estou disponibilizando uma obra de arte gratuitamente para os organizadores do evento. Na verdade eu não sou o autor da obra, apenas fiz o registro fotográfico. Os créditos maiores devem ser dados ao acaso e ao meu amigo Wolverine. Ele é o verdadeiro artista. E devo concordar: ele é o melhor no que faz, e o que ele faz não é nada agradável.
Então clique aqui para ir ao meu flog e confira a minha contribuição para a Bienal do Mercosul.
Escrito por Mestre Chang às 01h34
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Tá aí o que vocês queriam!

Então tá. Essa aí é a capa de Captain America 1 (junho de 2002). No Brasil foi capa de Marvel 2002 n.º 9 (setembro de 2002, rápido né?). O desenhista é o excelente John Cassaday.
Essa edição marcou o início do trabalho de Cassaday (clique aqui para ver o site oficial do cara) e do roteirista John Ney Rieber na revista do Capitão. Os desenhos são fantásticos e o roteiro não compromete, apesar de apelar bastante para o patriotismo americanóide. Mas não podia ser de outra forma, afinal é o Capita.
A história começa no fatídico 11 de setembro de 2001 e mostra o herói sem uniforme, trabalhando nos escombros do World Trade Center tentando (sem sucesso) salvar vidas. A melhor cena da revista é o encontro do Capitão com o seu superior hierárquico, o Coronel Nick Fury. Rolou uma bela insubordinação que me fez esboçar um sorriso. Fury botou o dedo na cara do Capitão e ordenou o seu embarque imediato para o Afeganistão. Tomou uma ruim e quase perdeu o tapa-olho!
Detalhe da edição brasileira: na seção de cartas o editor Fernando Lopes fala que a revista trás o “belíssimo traço de John Ney Rieber, um dos melhores artistas da atualidade.” Então tá! O Cassaday entregou o lápis pro Rieber e disse: “desenha tu que eu cansei, santa!” Esse é o Viajando Lopes...
Todas as capas desenhadas pelo Cassaday têm inspiração em antigos cartazes de guerra. Esse é o mais escancarado.
O Fabrício foi o único que matou a charada, mas o Elias, o Gustavo e o Marco chegaram perto. Ao verem a imagem do Tio Sam, logo relacionaram-na com o Capitão. E sabem por quê?

Porque o Capitão América não é um herói normal. Ele é um símbolo dos EUA, assim como o Tio Sam, a estátua da liberdade, a águia e a bandeira. Se os EUA são um império, o Capitão tem que representar o império. Se o país representa a “liberdade”, o personagem deve fazer o mesmo. Dessa forma ninguém fica indiferente a ele: uns amam, outros odeiam.
Eu, particularmente, gostaria de ver uma HQ onde o Capitão cai na real, como o Tio Sam do Alex Ross. Capitão América na sarjeta, usando o escudo para pedir esmolas. Acabaria morrendo assassinado por uma dessas milícias para-militares norte americanas e renasceria na pele de um personagem negro, com direito a uniforme novo. Até que dá um roteiro interessante... se algum desenhista aí topar essa empreitada, eu encaro a bronca!
Escrito por Mestre Chang às 22h03
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